
Inglaterra sofreu, mas avançou às semifinais da Copa do Mundo: Jude Bellingham marcou o gol da vitória na prorrogação contra a Noruega (2-1), partida marcada por drama, decisões do VAR contestadas e críticas norueguesas à arbitragem.
Inglaterra 2 x 1 Noruega — Bellingham decide e garante vaga nas semifinais
A Inglaterra confirmou vaga entre as quatro melhores do Mundial ao vencer a Noruega por 2 a 1, com o gol decisivo de Jude Bellingham na prorrogação. A partida, disputada em Miami, teve emoção até o fim, com empate norueguês no primeiro tempo e a definição apenas após 120 minutos.
O que aconteceu em campo
Andreas Schjelderup colocou a Noruega à frente no placar, mas Bellingham respondeu ainda nos acréscimos do primeiro tempo com um belo chute que igualou o jogo. Na prorrogação, o meia inglês aproveitou uma oportunidade de curta distância para dar números finais. A Noruega, que vinha de um avanço surpreendente na fase anterior, foi derrotada após um duelo equilibrado e físico.
Decisões de arbitragem e polêmica do VAR
A partida foi marcada por controvérsias: torcedores e a equipe norueguesa questionaram uma interrupção no lance de reposição do goleiro que teria afetado a seqüência anterior ao gol de empate inglês. Além disso, um gol que teria recolocado a Noruega à frente foi anulado após revisão do VAR por suposta falta na jogada. Essas decisões geraram reclamações públicas e deram tom dramático à eliminação norueguesa.
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Jude Bellingham: consagração em jogo de pressão
Bellingham voltou a provar seu papel central neste torneio. Com seis gols na competição, ele divide a artilharia nacional e aparece como personagem decisivo quando a pressão aumenta. Sua capacidade de aparecer nos momentos-chave — empate nos acréscimos e o gol na prorrogação — reforça o argumento de que a Inglaterra tem, hoje, um jogador capaz de definir partidas de mata‑mata.

O que isso significa para a seleção inglesa
A vitória mantém viva a ambição inglesa no Mundial, mas também expõe um ponto de atenção: a dependência crescente de Bellingham em momentos decisivos. A resistência física da equipe foi testada — 120 minutos no calor de Miami podem pesar nas pernas — e o treinador terá decisões a tomar sobre rodagem do elenco e gestão de desgaste antes da semifinal.
Reação norueguesa: tristeza e sentimento de injustiça
A imprensa e a torcida da Noruega reagiram com descrença e frustração. O sentimento predominante é de derrota cruel, num jogo em que a equipe deixou tudo em campo e viu lances capitais anulados pelo VAR. Jogadores e comissão técnica destacaram a performance coletiva, mas lamentaram a eliminação por detalhes e decisões que mudaram o destino da partida.
Contexto individual: Haaland, Kane e a corrida pela artilharia
Erling Haaland teve uma partida abaixo do esperado à frente da Noruega, enquanto Harry Kane aparece entre os principais goleadores ingleses. Bellingham, ao ampliar seu saldo, figura agora com destaque entre os candidatos a prêmios individuais do torneio, não apenas pela contagem de gols, mas pela influência direta em partidas de alta tensão.
Próximos passos e implicações
A Inglaterra agora se prepara para a semifinal contra o vencedor do confronto entre Argentina e Suíça. A recuperação física e a gestão da carga serão decisivas. Do lado norueguês, resta avaliar lições do torneio e preparar o ciclo seguinte — a eliminação, embora dolorosa, deixou claro o potencial do elenco para competir em alto nível.
Analista: por que a vitória importa e o que vem a seguir
Esta vitória reforça a narrativa de que times campeões precisam de jogadores decisivos; Bellingham assumiu esse papel. Ainda assim, depender de um único jogador em jogos de 120 minutos é um risco. Se a Inglaterra quer ir até o fim, precisará equilibrar brilho individual com estabilidade coletiva e gerir o desgaste físico até a decisão.
Folha



