
Didier Deschamps se despede da seleção francesa após a derrota por 6 a 4 para a Inglaterra no jogo do terceiro lugar da Copa do Mundo em Miami Gardens; o técnico assumiu a responsabilidade pelo primeiro tempo fraco, elogiou a reação no segundo tempo e enalteceu a geração liderada por Kylian Mbappé — autor de dois gols e artilheiro do torneio — afirmando que o futuro da França permanece promissor.
Deschamps assume culpa e tenta fechar ciclo com cabeça erguida
Didier Deschamps descreveu o primeiro tempo como abaixo do esperado e colocou a responsabilidade em si mesmo, numa rara e franca autocrítica. O treinador reconheceu que a equipe reagiu após o intervalo, mas lamentou não ter conseguido virar a partida para garantir o terceiro lugar. Ainda assim, avaliou que a reação no segundo tempo deixa um saldo positivo em sua despedida da seleção.
O jogo: Inglaterra 6, França 4 — faltou ritmo inicial
A Inglaterra abriu 4 a 0 ainda na primeira etapa, punindo a França por um início displicente e emocionalmente abalado após a semifinal. No segundo tempo, a França diminuiu, marcou três gols nos primeiros 20 minutos e chegou a criar duas oportunidades claras para empatar em 4 a 4, sem sucesso. A Inglaterra confirmou a vitória e alcançou sua melhor campanha em Copas desde o título de 1966.

Onde o jogo foi decidido
O primeiro tempo foi o calcanhar de Aquiles francês: erros coletivos e falta de intensidade ofereceram campo para contra-ataques ingleses. A postura da França melhorou após as mudanças e a retirada do peso emocional, mas a remontada ficou incompleta pela falta de precisão nas chances criadas.
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Mbappé: artilheiro e maior goleador em Copas
Kylian Mbappé foi o destaque francês, marcando duas vezes e terminando como artilheiro do torneio com dez gols. Além disso, alcançou a marca de 22 gols em Copas do Mundo, tornando-se o maior artilheiro da história das competições na era moderna. Seu desempenho individual acentuou que, mesmo em partidas coletivas desequilibradas, é ele quem carrega a capacidade de decidir.
O que isso significa para a França
A derrota coloca a França em quarto lugar no Mundial, encerrando uma trajetória que ainda confirma o país como candidato global — vice em 2022, campeão em 2018. A autocrítica de Deschamps e a reação dos jogadores indicam um grupo com talento e resiliência, mas que precisa ajustar respostas mentais e táticas em partidas decisivas. O balanço é misto: dor pela despedida mal-sucedida, mas esperança com uma geração jovem estimulante.
Por que importa
A partida expõe uma vulnerabilidade: a gestão emocional pós-derrota e a capacidade de começar jogos de alto nível. Se a França quer manter-se no topo do futebol mundial, converter talento em consistência coletiva será a prioridade para a próxima fase pós-Deschamps.
Próximos passos — transição e continuidade
Com Deschamps se despedindo, a federação terá de escolher um sucessor que preserve a base de talentos (Mbappé, Olise, Dembélé) e corrija déficits de começo de jogo. A aposta deve recair em alguém com visão moderna e pulso para transformar potencial individual em solidez coletiva. Para os jogadores, a missão imediata é internalizar lições do torneio e recuperar a saúde mental para garantir que esta geração cumpra a promessa de resultados duradouros.
Folha



