
Dorival Júnior tem o pior aproveitamento entre os técnicos mais longevos do Corinthians nesta década: em 64 jogos comandando o time, soma 26 vitórias e 50,5% dos pontos — queda impulsionada por uma sequência de sete jogos sem vitória, apesar dos troféus recentes.
Dorival aparece com menor aproveitamento entre técnicos recentes do Corinthians
Desde que assumiu o comando em abril de 2025, Dorival Júnior chegou a 64 partidas à frente do Corinthians, com 26 vitórias, 19 empates e 19 derrotas, totalizando 50,52% de aproveitamento. O time marcou 70 gols e sofreu 57. Do total, 61 jogos foram dirigidos por Dorival e três pelo auxiliar Lucas Silvestre.
Por que os números preocupam
A marca chama atenção não pela inevitável oscilação de um clube grande, mas pela combinação de resultados recentes e expectativa do torcedor. A média de pontos ficou abaixo de antecessores diretos, e a série de sete jogos sem vitória reduziu o aproveitamento às últimas semanas, minando a consistência exigida para campanhas longas em Brasileirão e Libertadores.

Comparação com Vítor Pereira e Ramón Díaz
Vítor Pereira, que comandou o clube em 2022, apresenta número próximo: 64 jogos, 26 vitórias, 21 empates e 17 derrotas, com aproveitamento de 51,56%, 75 gols a favor e 57 contra. Ramón Díaz teve o melhor retorno nesta janela: 60 jogos, 31 vitórias, 16 empates e 13 derrotas, 60,56% de aproveitamento, 94 gols marcados e 62 sofridos.
O que os números dizem sobre estilos
Ramón Díaz deixou um Corinthians mais vertical e produtivo ofensivamente (1,57 gol por jogo). Pereira equilibrou solidez e criação, com gols a favor também acima da média. Dorival, por sua vez, apresenta eficiência ofensiva menor (1,09 por jogo) e defesa comparável (0,89 sofrido por jogo), sinalizando que o problema foi mais ofensivo e de regularidade do que exclusivamente defensivo.
Títulos e resultados eliminatórios: métrica além do aproveitamento
Apesar do aproveitamento menor, Dorival conquistou a Copa do Brasil de 2025 e a Supercopa — resultados que atenuam críticas imediatas e mostram capacidade em partidas decisivas. Vítor Pereira levou o time ao vice da Copa do Brasil e às quartas da Libertadores; Ramón Díaz ergueu o Paulistão de 2025. Esses desfechos mostram que rendimento por pontos não conta toda a história.
Por que isso importa para o Corinthians
Para um clube da dimensão do Corinthians, consistência é moeda corrente. Títulos eliminatórios trazem glória, mas a soma de pontos em Campeonatos — Brasileirão em especial — determina projeção continental e financeira. O momento atual exige ajuste tático e psicológico para evitar que pequenas crises se transformem em perda de objetivos maiores.
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Próximo desafio: chance de reação no Maracanã
O Corinthians volta a campo em 1º de abril, contra o Fluminense, no Maracanã, pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro. Esse jogo é ponto de inflexão: uma vitória interromperia a má fase, devolveria confiança e daria margem ao trabalho; outro tropeço ampliaria a pressão e aprofundaria dúvidas sobre direção e metodologia.
O que observar no reencontro com o Fluminense
Será crucial avaliar a criatividade ofensiva e a agressividade sem a bola. Dorival precisa recuperar variabilidade nas transições e qualidade nos últimos 30 metros para competir tanto em torneios eliminatórios quanto na régua do campeonato por pontos corridos. A leitura das opções táticas e a resposta do elenco às cobranças dirão muito sobre o futuro imediato.
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