
Brasil venceu a Croácia por 3 a 1 em Orlando, num teste final antes da convocação para a Copa: Danilo abriu, Majer empatou, Igor Thiago converteu pênalti sofrido por Endrick e Gabriel Martinelli fechou. A exibição dá argumentos a opções ofensivas e expõe pontos frágeis na organização defensiva, enquanto Ancelotti decide a lista em 18 de maio e prepara amistosos contra Panamá e Egito antes do torneio.
Resultado e contexto
Brasil 3 x 1 Croácia, Camping World Stadium, Orlando. Vitória que encerra a Data Fifa de março e funciona como último ensaio antes do anúncio da lista da Copa do Mundo, marcado para 18 de maio por Ancelotti. O jogo revelou alternativas ofensivas e algumas advertências defensivas que o técnico terá de avaliar.
O jogo
Primeiro tempo: controle e eficácia
Brasil dominou a maior parte do primeiro tempo, crescendo a partir dos 20 minutos. Matheus Cunha e Vinícius Jr. criaram desequilíbrios, com Livakovic exigido em boas defesas. No fim da etapa, Matheus Cunha lançou para Vinícius Jr.; o camisa 10 invadiu a área e serviu Danilo, que finalizou de primeira e abriu o placar.
Segundo tempo: empate, resposta e definição
A Croácia equilibrou a posse no segundo tempo e, no final, encontrou o empate com Majer, que aproveitou saída ruim de Bento. A resposta brasileira foi rápida: Endrick sofreu pênalti, Igor Thiago converteu e devolveu a liderança. Nos acréscimos, em contra-ataque bem trabalhado, Endrick achou Gabriel Martinelli, que fechou em 3 a 1.

Análise tática e desempenho dos jogadores
Danilo ofereceu presença física e chegada atacante decisiva, justificando convocações por desempenho de clube. Matheus Cunha manteve protagonismo nas transições, com passes verticalizadores que abriram espaços. Vinícius Jr. voltou a desequilibrar pelo lado esquerdo, deixando claros os benefícios de mantê-lo como referência ofensiva.
A defesa, porém, mostrou fragilidade nos momentos de ajuste posicional; a falha de saída de Bento no gol de Majer precisa ser retrabalhada. Bento também fez defesas importantes, mas o episódio expõe a margem de erro dos goleiros diante de adversários com qualidade técnica.
Endrick aparece como ativo valioso: drible, capacidade de forçar faltas e inteligência na finalização coletiva. Igor Thiago demonstrou calma ao bater o pênalti — sinal de maturidade raro em amistosos — e Martinelli reafirmou polivalência como opção de profundidade e finalização.
O que isso significa para a convocação
O resultado fortalece argumentos a favor de opções ofensivas menos óbvias, como Endrick e Igor Thiago, que podem desequilibrar por mobilidade e presença na área. Ao mesmo tempo, a irregularidade defensiva recorda que a seleção não pode se sustentar apenas em talento de frente; organização e disciplina serão critérios decisivos para Ancelotti.
Próximos passos
Ancelotti anuncia a lista em 18 de maio. Com o grupo definido, o Brasil tem amistosos contra Panamá (31 de maio, Maracanã) e Egito (6 de junho, Estados Unidos) antes da estreia na Copa do Mundo, marcada para 13 de junho, contra Marrocos, às 19h (horário de Brasília). Esses jogos servirão para ajustar a composição tática e dirimir dúvidas sobre a rotação de elenco.
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