
França eliminou o Brasil nas quartas do Mundial por Equipes de tênis de mesa com uma vitória categórica por 3 a 0, mostrando superioridade técnica e tática: Flavien Coton surpreendeu ao bater Hugo Calderano, enquanto Félix e Alexis Lebrun fecharam a série sem dar chance aos brasileiros. França avança para encarar a China nas semifinais.
França elimina Brasil por 3 a 0 nas quartas do Mundial por Equipes
França confirmou o favoritismo e despachou o Brasil nas quartas de final do Mundial por Equipes de tênis de mesa, vencendo por 3 a 0. A vitória expressiva resume a diferença de profundidade e execução entre as duas equipes na competição. França, com três jogadores no Top 25, avança para enfrentar a China na semifinal.
Como aconteceu: partidas e parciais
Hugo Calderano, quinto do mundo, abriu a série contra o jovem Flavien Coton (23º) e sofreu sua primeira derrota no torneio: 12-10, 11-8 e 11-9. Calderano teve chances — salvou set points e liderou em momentos-chave —, mas cedeu por erros e pressão do adversário.
Guilherme Teodoro tentou frear Félix Lebrun, quarto do ranking, e foi superado de forma contundente: 11/4, 11/2 e 11/4. No jogo decisivo, o jovem Leonardo Iizuka (20 anos) arrancou o primeiro set diante de Alexis Lebrun (12º) por 13-11, salvando quatro set points, mas viu o francês retomar o controle e fechar em 11/3, 11/4 e 11/7.
Estratégia francesa e leitura tática
A França mexeu bem no elenco, abrindo com Coton para neutralizar Calderano — uma leitura que deu resultado. Colocar um jogador agressivo e menos esperado no jogo de abertura desequilibrou o Brasil, que não encontrou resposta consistente. A profundidade francesa, com Félix e Alexis como garantias nas partidas subsequentes, evidenciou um conjunto mais completo e adaptável.

O que a derrota significa para o Brasil
A eliminação expõe duas realidades: a dependência do Brasil em Calderano como referência e a necessidade de consolidar opções de alto nível além dele. Os jovens do time — especialmente Iizuka — ganharam experiência valiosa, mas a falta de consistência em pontos decisivos e execução tática custou a vaga. Em torneios por equipes, profundidade de elenco e variação de estilos fazem diferença; hoje a França levou essa vantagem.
Aspectos técnicos e mentais
Calderano mostrou momentos de inspiração, mas também oscilou em erros não forçados e na gestão dos pontos decisivos — sinais que adversários de elite exploram. A vitória de Coton ilustra como pressão e agressividade podem derrubar favoritos. Para o Brasil, trabalhar resistência mental e alternativas táticas será crucial nas próximas competições.
Próximos passos do Mundial e implicações
França encara a China na semifinal, um duelo de alto nível que promete testar a capacidade francesa contra a potência asiática. Do outro lado da chave, Japão enfrenta Taipei Chinês. Para o Brasil, a campanha termina aqui, mas o foco imediato será capitalizar a experiência dos jovens jogadores e ajustar estratégia para fortalecer o elenco rumo a próximas competições internacionais.
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