Por Redação

“Não podes perder para ninguém”, diz um trecho do hino do Botafogo. Em 2026, no entanto, o Glorioso tem sido derrotado por si mesmo — dentro e fora de campo.
Crise institucional marca o início do dia
O domingo começou com mais um episódio da crise política que envolve o clube. Em uma discussão nas redes sociais, o presidente do clube social rebateu um torcedor que questionava a não assinatura do contrato que garantiria uma nova parcela de investimento por parte de John Textor.
> “Amigo, você não está sabendo de todos os fatos. Os botafoguenses aqui somos nós! Não os gringos que querem tomar tudo do Botafogo. Temos que nos proteger. Você não tem ideia do que fizeram com o Botafogo”, respondeu o dirigente.
Na sequência, o torcedor cobrou um posicionamento oficial do clube associativo, alegando que as informações que chegam à torcida têm origem em áudios vazados por Carlos Augusto Montenegro, que não ocupa cargo formal na atual gestão.
O presidente voltou a se manifestar:
> “Eu não concordo. Primeiro que o social e o Botafogo são um só. Você virou Botafogo talvez por causa da gestão que você chama de social. O que você chama de social conquistou muitos títulos ao longo de quase 100 anos. Se ainda não falamos de forma oficial, algum motivo há — principalmente preservar o Botafogo, que passa por um momento muito desafiador.”
Encerrando a discussão, ele concluiu:
> “O Botafogo precisa de segurança. Vamos unir nossas forças para salvar a SAF. É isso que estamos buscando.”
Em campo, atuação irregular e derrota pesada
Se fora das quatro linhas o ambiente é conturbado, dentro de campo o cenário não foi diferente. O Botafogo entrou em campo com: Raul; Vitinho, Bastos, Barboza e Alex Telles; Medina, Edenílson (Jordan Barrera) e Montoro; Santi Rodríguez (Villalba), Arthur Cabral (Nathan) e Matheus Martins (Júnior Santos).
Logo no primeiro minuto, Arthur Cabral aproveitou falha da defesa adversária e acionou Montoro, que abriu para Matheus Martins finalizar com perigo, à esquerda do goleiro Santos.
No lance seguinte, porém, a defesa alvinegra voltou a falhar. Após cobrança de lateral no meio-campo, Barboza errou o tempo de bola, e Viveros invadiu livre a área para abrir o placar para o Athletico.
O Botafogo reagiu aos 42 minutos. Em cobrança de escanteio de Alex Telles, Barboza desviou de calcanhar, e a bola sobrou para Edenílson empatar.
A igualdade durou pouco. Aos 45+3, em novo descuido defensivo, Esquivel encontrou Dudu pela direita — setor que deveria ser ocupado por Telles ou sua cobertura. O cruzamento encontrou Viveros, que marcou seu segundo gol na partida.
Segundo tempo amplia o desastre
Na volta do intervalo, o Athletico foi superior desde o início. Aos 49 minutos, em cobrança de falta pela direita, Esquivel encontrou o zagueiro Aguirre, que apareceu livre para cabecear e fazer o terceiro.
Aos 71, o time paranaense chegou a marcar o quarto gol, mas o lance foi anulado por impedimento de Viveros, que participou da jogada.
O golpe final veio aos 80 minutos. Em cobrança de falta com efeito, Esquivel encobriu o goleiro Raul, que estava adiantado, e marcou um golaço, fechando a goleada.
Próximo desafio
Sem tempo para lamentações, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira, quando enfrenta o Mirassol, no Estádio Nilton Santos.
A equipe busca recuperação imediata em meio a um dos momentos mais turbulentos da temporada.
O futuro é glorioso?
Para encerrar com uma boa notícia, as “Joias do Bairro” brilharam pela Dallas Cup. O Botafogo venceu o Aston Villa, da Inglaterra, por 3 a 1, com gols de Vitinho, Marcelo Maurício e Juninho — todos marcados ainda no primeiro tempo.
A equipe foi comandada por Augusto Weege, auxiliar do sub-17, e apresentou um desempenho sólido e promissor, reforçando a expectativa em torno das categorias de base alvinegras.
O Glorioso volta a campo já nesta segunda-feira, às 16h (horário de Brasília), quando enfrenta o Houston Dynamo pela sequência da competição.
Fonte: FogãoNet e BotafogoTv
Foto destaque: (Reprodução/Vitor Silva/Flickr/Botafogo FR)




