
Argentina sofreu, sobreviveu e venceu: na prorrogação, a seleção comandada por Lionel Scaloni superou a Suíça por 3 a 1, com gols de Julián Álvarez e Lautaro Martínez, aproveitando a expulsão de Embolo. O triunfo, em Kansas City, leva a Albiceleste à semifinal da Copa do Mundo contra a Inglaterra, em Atlanta, na quarta-feira (15), num confronto que promete testar experiência e profundidade do time argentino.
Argentina supera Suíça na prorrogação e avança à semifinal da Copa do Mundo
Argentina 3×1 Suíça — Quartas de final, Arrowhead Stadium, Kansas City (11/07/2026). Mac Allister abriu o placar, Ndoye empatou, e na prorrogação Julián Álvarez e Lautaro Martínez definiram. A expulsão de Embolo no segundo tempo foi determinante para o desfecho favorável aos argentinos.
Placar e consequência imediata
A vitória coloca a Argentina nas semifinais da Copa do Mundo, onde enfrentará a Inglaterra em Atlanta na quarta-feira, às 16h. Mais do que avançar, a seleção demonstra novamente capacidade de resolver jogos longos, com opções ofensivas que fazem a diferença quando Messi não decide sozinho.
Primeiro tempo: vantagem sem brilho
A Argentina saiu na frente aos 9 minutos: escanteio de Messi pela esquerda e Mac Allister ganhou no alto para cabecear no canto de Kobel. O time de Scaloni, porém, baixou o ritmo, recuou linhas e passou a apostar em transições pouco efetivas. A Suíça teve mais posse, mas criou poucas chances claras. Destaque para uma defesa firme de Emiliano Martínez e para um jogo truncado nos minutos finais da etapa inicial.

Segundo tempo: pressão suíça, empate e virada de roteiro
A Suíça voltou mais incisiva e chegou ao empate aos 22 minutos, quando Ndoye tabelou com Ricardo Rodríguez e bateu cruzado. A partida ganhou intensidade e, aos 25, o VAR entrou em cena: revisão de lance de Embolo com Paredes culminou na expulsão do suíço por simulação (segundo amarelo). Com um jogador a mais, a Argentina retomou o controle, mas não conseguiu decidir no tempo normal.
Prorrogação: aproveitamento da superioridade numérica
A Argentina aproveitou a vantagem numérica na prorrogação. Aos 6 minutos do segundo tempo extra, em jogada originada por Messi, Julián Álvarez apareceu livre na entrada da área e acertou um belo chute no ângulo que virou 2 a 1. Já aos 15, no rebote de ataque rápido iniciado por Almada, Lautaro Martínez finalizou de primeira para fechar o placar em 3 a 1.
Escalações, cartões e arbitragem
ARGENTINA: Emiliano Martínez; Tagliafico (Nico González, 32'/2T), Lisandro Martínez, Cristian Romero (Otamendi, intervalo da prorrogação) e Molina (Montiel, 39'/2T); Paredes (Flaco López, 4'/2P); Enzo Fernández, Mac Allister e De Paul; Julián Álvarez e Messi. Técnico: Lionel Scaloni.
SUÍÇA: Kobel; Zakaria (Jashari, 5'/1P), Elvedi, Akanji e Ricardo Rodríguez (Cömert, 49'/2T); Freuler (Vargas, 9'/2P), Xhaka, Ndoye (Amdouni, 41'/2T), Sow (Widmer, 41'/2T) e Rieder (Muheim, 40'/2T); Embolo. Técnico: Murat Yakin.
Árbitro: João Pinheiro (POR). Cartões amarelos: Embolo (SUI), Almada (ARG), Lautaro Martínez (ARG) e Flaco López (ARG). Cartão vermelho: Embolo (SUI).
Análise: por que o resultado importa
A Argentina mostrou resiliência e profundidade de elenco. A expulsão de Embolo mudou a dinâmica, mas é preciso reconhecer que a equipe sul-americana gerou poucas chances claras no tempo regulamentar. O peso de Messi segue sendo central — tanto na criação quanto na cobrança de bola parada —, mas jogadores como Julián Álvarez e Lautaro provaram ser decisivos quando exigidos.
Defesa e preocupações
Apesar do triunfo, a atuação defensiva deixou pontos a corrigir. A Suíça criou perigo com transições e por vias laterais antes da expulsão. Lisandro Martínez e Romero tiveram lampejos importantes, porém o recuo de linhas no primeiro tempo expôs fragilidades que adversários sólidos podem explorar.
O que esperar contra a Inglaterra
O duelo com a Inglaterra aponta para um confronto de estilos: a Argentina com criatividade e poder de finalização; a Inglaterra com intensidade física e jogo direto. Para avançar à final, Scaloni precisa ajustar ritmo e oferecer mais amplitude ofensiva sem abrir mão da compactação defensiva. A capacidade de Messi de influenciar jogos grandes continuará sendo fator-chave, mas a gestão de minutos de Julián Álvarez, Lautaro e Almada pode decidir o equilíbrio no meio.
Conclusão
Vitória dramática e merecida pela capacidade de sofrer, administrar vantagem numérica e decidir na hora certa. A Argentina segue viva no Mundial, agora com o desafio de traduzir talento em consistência contra a Inglaterra — uma prova que define caráter em Copas do Mundo.
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