
Paolo Maldini foi confirmado como diretor técnico da FIGC e Leonardo entra como consultor, numa mudança estrutural destinada a reconstruir a Azzurra após a falha nas eliminatórias. A dupla, com vínculo de quatro anos, terá papel-chave na escolha do novo treinador e na preparação para a Liga das Nações, enquanto a Itália busca reassumir protagonismo no futebol internacional.
Maldini e Leonardo: a nova espinha dorsal da Azzurra
A Federação Italiana de Futebol (FIGC) nomeou Paolo Maldini diretor técnico das seleções e trouxe Leonardo como consultor. O acordo tem duração de quatro anos e marca o início de uma reformulação ambiciosa da estrutura técnica da seleção italiana.
Funções e responsabilidades imediatas
Maldini ficará à frente da coordenação técnica e da gestão do Club Italia, com autoridade sobre projetos de longo prazo, formação e integração entre categorias. Leonardo atuará como consultor estratégico, aportando experiência internacional e vivência dirigente para apoiar decisões esportivas e organizacionais.
Por que isso importa agora
A Itália vem de um revés esportivo significativo: a eliminação nas penalidades para a Bósnia, que custou a vaga na Copa do Mundo de 2026. A contratação de duas figuras de grande peso simbólico e operacional responde à necessidade de um plano claro de reconstrução técnico e institucional.
Contexto: legado Milan e bagagem internacional
Maldini e Leonardo carregam história no AC Milan — onde foram companheiros — e experiência como jogadores, treinadores e dirigentes. Essa combinação traz credibilidade para liderar mudanças na base e no alto rendimento, além de redes de contato úteis para observação e contratação de técnicos e talentos.
O que a experiência deles agrega
Maldini oferece reputação, autoridade técnica e foco na cultura defensiva e formação de atletas. Leonardo soma know-how em gestão de clubes europeus e capacidade de diálogo com estruturas internacionais. Juntos, podem alinhar filosofia de jogo, projetos de base e critérios de seleção.
Repercussões na escolha do treinador
A definição do novo treinador da seleção é a próxima peça decisiva. O cargo está vago desde a saída de Gennaro Gattuso e nomes como Roberto Mancini surgem entre as opções em avaliação. A dupla Maldini–Leonardo terá peso central na decisão, buscando um perfil capaz de implementar um projeto coerente e sustentável.
O desafio imediato: Liga das Nações
A estreia na Liga das Nações, contra a Bélgica em Roma em 25 de setembro, ganha nova relevância como primeiro teste prático da nova estrutura. A performance nesse ciclo será observada como indicador da capacidade de recuperação e da eficácia das decisões estratégicas.
O que isso significa para o futuro da seleção italiana
A aposta em figuras com ligação ao Milan e trajetória consolidada sinaliza foco em autoridade técnica e identidade. Se bem executado, o plano pode acelerar a integração de talentos jovens, renovar a competitividade e recuperar prestígio internacional. A coordenação entre direção técnica e comissão técnica será, porém, determinante.
Riscos e pontos de atenção
Transformações estruturais demoram a dar resultados. Há necessidade de equilíbrio entre decisões imediatas (resultados na Liga das Nações) e metas de longo prazo (formação e renovação). A harmonização entre Maldini, Leonardo e o futuro treinador será crucial para evitar sobreposição de funções e descontinuidade tática.
Próximos passos
A FIGC agora foca na escolha do treinador e na implementação do plano técnico apresentado pela nova dupla. Calendário competitivo, convocatórias e políticas de formação serão monitorados de perto. Para a Azzurra, os próximos meses definirão se essa reforma traduzirá em retorno ao topo do futebol europeu.
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