
Última hora: Lionel Messi tornou‑se o primeiro jogador a perder dois pênaltis na mesma edição da Copa do Mundo — contra Áustria e Egito na Copa de 2026 — e passou a liderar isoladamente o recorde de pênaltis desperdiçados em Mundiais. Apesar do erro, a Argentina venceu o Egito por 3 a 2 e avançou às quartas.
Messi erra pênalti, mas Argentina vence e avança às quartas da Copa de 2026
Resumo do jogo e impacto imediato
Messi teve a cobrança parada pelo goleiro Mostafa Shobeir e perdeu mais um pênalti durante a vitória da Argentina sobre o Egito por 3 a 2, pelas oitavas de final. O resultado garantiu a classificação argentina às quartas de final e manteve a defesa do título intacta, apesar de um episódio que ofuscou parte da atuação coletiva.
Marca histórica — e negativa
Com os erros contra Áustria e Egito nesta edição, Messi tornou‑se o primeiro jogador a desperdiçar dois pênaltis no mesmo Mundial (considerando apenas cobranças durante os 90 minutos ou na prorrogação). O argentino agora soma quatro pênaltis perdidos em Copas do Mundo, ultrapassando Asamoah Gyan, que tinha o recorde até então.
Contexto e antecedentes
Os pênaltis perdidos por Messi em Mundiais
Icelandia (2018) — cobrada e perdida. Polônia (2022) — cobrada e perdida. Áustria (2026) — cobrada e perdida. Egito (2026) — cobrada e defendida por Mostafa Shobeir.
Comparação histórica
Antes da partida com o Egito, Messi dividia o recorde de pênaltis desperdiçados em Mundiais com Asamoah Gyan (2006 e 2010). A diferença é que, até 2026, nenhum jogador havia falhado duas penalidades dentro do tempo regulamentar ou da prorrogação na mesma edição do torneio.
Por que isso importa
Interpretação técnica e psicológica
É um contraste marcante: um jogador cuja carreira é sinônimo de precisão acumulou uma marca negativa incomum em partidas decisivas. Isso não reescreve o legado de Messi, mas ilumina como variáveis de jogo — pressão, trajetórias de chute, posicionamento do goleiro — podem virar momentos-chave mesmo para os maiores. Do ponto de vista tático, a situação abre uma discussão legítima sobre rotinas de cobrança e preparação mental antes das partidas decisivas.

O impacto no grupo
Apesar do erro individual, a Argentina mostrou resiliência coletiva ao vencer e seguir na competição. Técnicos e dirigentes provavelmente vão avaliar a gestão de cobranças e os sinais de confiança do vestiário, mas decisões drásticas não são automáticas: a experiência de Messi continua sendo um recurso inestimável nos momentos finais.
Virada nos acréscimos: Argentina supera Egito por 3 a 2 e garante vaga nas quartas
O que vem a seguir
Quartas de final: Suíça ou rival confirmado
A Argentina enfrenta a Suíça nas quartas de final, no sábado (11), às 22h, no GEHA Field at Arrowhead Stadium, em Kansas City. O adversário do vencedor sairá do confronto entre Noruega e Inglaterra. Para Messi e a seleção, trata‑se de uma nova prova de fogo: reafirmar consistência em jogo e gerir a atenção sobre cobranças decisivas será essencial.
Conclusão
A marca negativa de Messi será um tópico inevitável nas coberturas, mas não deve ofuscar o quadro maior: a Argentina segue viva na Copa e mantém as ambições de título. O episódio reforça que, mesmo para ícones, o futebol continua oferecendo imprevistos — e que a resposta coletiva costuma dizer mais sobre uma equipe que os erros individuais.
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