
Rogério Ceni definiu o empate por 1 a 1 com o Atlético-MG na Arena MRV como um passo do Bahia rumo a um modelo de jogo inspirado na Espanha: controle de bola, pouca margem de erro e maior qualidade técnica. Apesar de desfalques e limitações físicas, o técnico vê sinais de evolução tática que mantêm o time competitivo no Brasileirão — e que serão testados já no duelo com o Corinthians.
Empate em Belo Horizonte reforça identidade tática do Bahia
O Bahia saiu de Belo Horizonte com um 1 a 1 que, na visão do técnico Rogério Ceni, representa mais do que um ponto: é um indicativo de construção de um estilo. Em confronto pela última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, a equipe apresentou equilíbrio de posse diante do Atlético-MG, mantendo a proposta de priorizar circulação e controle de jogo mesmo fora de casa.
A reação de Ceni foi direta: ele citou a Espanha como referência pelo controle e baixo índice de erro. Não se trata de uma comparação literal, mas de um objetivo técnico — menos passes perdidos, mais paciência e transições com propósito.
O que Ceni quer: posse com eficiência
A intenção é clara: transformar o Bahia em um time que manda no ritmo da partida. Ceni lembrou que há dois anos o Esquadrão já mostrava essa naturalidade, com jogadores como Caio Alexandre, Jean Lucas, Everton Ribeiro e Cauly ocupando zonas e trocando passes com fluidez. Hoje o elenco tem características físicas diferentes — Erick e Acevedo trazem mais força —, mas os treinos visam recuperar qualidade de construção.
Manter 50% de posse fora de casa, finalizar mais e gerar chances é interpretado pelo treinador como progresso. No campo, o empate confirmou que a base do plano existe; cabe ao grupo reduzir os erros e ser mais clínico nas oportunidades.

Desfalques e impacto imediato
O Bahia sentiu ausências significativas: Juba está fora há algum tempo, Alejo não atuou, e Caio sofreu nova lesão. Essas baixas limitam opções ofensivas e intensidade em campo, o que torna ainda mais louvável a manutenção da proposta tática diante de um adversário qualificado.
Do ponto de vista técnico, as mudanças de perfil — do jogo de passe para mais musculatura no meio — exigem adaptação. Ceni tenta conciliar essa transição sem abdicar da estética e da eficiência que busca.
Contexto no Brasileirão e próximos passos
Com o empate em Belo Horizonte, o Bahia ocupa a sexta colocação com 30 pontos. A posição é confortável, mas o calendário exige manutenção de rendimento: a sequência inclui confronto direto com o Corinthians, em casa, no próximo domingo, seguido por visitas e jogos que podem definir o tom do segundo turno.
O duelo contra o Corinthians será um termômetro: confirma se a equipe consegue impor sua posse contra adversários de alto nível e se as limitações por lesão não minarão a ideai. Vencer e produzir um futebol convincente solidificaria a ideia de modelo implementado por Ceni.
Rogério Ceni destaca evolução do Bahia no segundo tempo e exige confiança para buscar vitórias
O que pode acontecer a seguir
Se o Bahia conseguir casar o controle de bola com maior precisão nas finalizações, tende a subir no aproveitamento e a transformar empates morosos em vitórias consistentes. Se as lesões persistirem e a intensidade física não for sustentável, a equipe pode perder a fluidez que o técnico busca. Por ora, o sinal é de evolução tática com margem de melhoria.
Próximos jogos do Bahia
Brasileirão — Próximos compromissos
Corinthians (C) — 26/07, às 16h (Brasília) Fluminense (F) — 29/07, às 21h30 (Brasília) Vasco (C) — 09/08, às 16h (Brasília)
Conclusão
Rogério Ceni está imprimindo uma ambição clara: um Bahia que valoriza a bola e reduz erros. O empate em BH foi um teste bem-sucedido em termos de identidade, mas a equipe precisa traduzir posse em gols e lidar com o elenco inchado de lesões para transformar intenção em resultados concretos.
Espn



