
Leonardo Jardim vem reconvertendo Samuel Lino em peça criativa crucial do Flamengo, deslocando-o para atuar mais por dentro e potenciando seu impacto ofensivo. Com seis gols e nove assistências em 32 partidas, Lino se firma como alternativa a Arrascaeta e Carrascal. O Rubro‑Negro visita a Chapecoense nesta quarta buscando reduzir a diferença para o líder Palmeiras — e Lino deve ser titular nessa missão.
Samuel Lino: a transformação tática que mudou o Flamengo
A chegada de Leonardo Jardim alterou a leitura sobre Samuel Lino. Antes visto como ponta de drible e velocidade, Lino vem sendo usado com liberdade entre as pontas e o meio-campo, ocupando espaços interiores que forçam marcação e criam jogo. A mudança não eliminou suas características de profundidade, mas acrescentou capacidade de ligação e decisão no terço final — exatamente o que Jardim buscava além de Arrascaeta e Carrascal.
Estatísticas que comprovam a evolução
Em 2026, Lino soma 32 partidas pelo clube, com seis gols e nove assistências, liderando o elenco em assistências e ficando atrás apenas de Pedro em presença de jogo. O desempenho no amistoso contra o Benfica, em que marcou, serviu como amostra do papel mais centralizado e influente que vem desempenhando.

O que Jardim quer e por que faz diferença
Jardim deixou claro que precisava de alternativas criativas para além de Arrascaeta e Carrascal. Ao pedir um jogador que atue mais por dentro, ele procurou dinamizar o meio-campo ofensivo, melhorar a posse e criar linhas de passe entre os atacantes. Lino, ao assumir essa função, permite ao Flamengo variar fórmulas: pode sair em transições rápidas, abrir espaço para infiltrações de laterais ou tocar curto para triangular com Pedro.
Impacto coletivo
Com Lino mais próximo do eixo, o time ganha fluidez e imprevisibilidade. Defensores rivais são forçados a decidir entre sair das laterais para cobrir ou recuar e proteger o meio — ambas escolhas beneficiam o Flamengo. A presença de um elemento com liberdade criativa reduz a pressão sobre Arrascaeta, distribuindo responsabilidades ofensivas e tornando o ataque mais difícil de anular.
Próximo desafio: Chapecoense e a corrida pelo Brasileiro
O Flamengo visita a Chapecoense buscando aproximar-se do líder Palmeiras, que soma 41 pontos. É uma partida que pede concentração e inteligência tática; enfrentar times que se fecham exige criatividade e paciência no último terço. Samuel Lino é esperado como titular, atuando como elo entre as pontas e o meia ofensivo, função que pode ser determinante para furar bloqueios defensivos.
O que esperar do jogo
Com Jardim no comando, o Flamengo deve privilegiar circulação rápida e trocas de posição para desorganizar a linha defensiva adversária. Lino tende a ser opção de decisão: passes entre linhas, inversões e infiltrações. Para ter sucesso, o Rubro‑Negro precisa de maior precisão nas transições e compactação defensiva para não sofrer em contragolpes.
Limitações e pontos de atenção
A transformação de Lino é real, mas não elimina problemas de consistência individual ou desgaste físico num calendário apertado. A adaptação exigirá frequência de bons desempenhos e colaboração defensiva. Além disso, enfrentar equipes muito fechadas seguirá exigindo soluções que dependem também de laterais e volantes.
Conclusão — por que isso importa
A reinvenção de Samuel Lino sob Jardim não é apenas uma solução pontual: oferece ao Flamengo uma alternativa tática que amplia sua caixa de ferramentas ofensivas. Se mantiver regularidade, Lino pode ser diferencial na reta final do Brasileirão, ajudando a reduzir a desvantagem para o Palmeiras e a sustentar o ímpeto do time nas partidas decisivas.
Espn



